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Parem de nos matar: A cada 25 horas um LGBT é assassinado no Brasil

Por Tiago em 17/05/2017 às 17h05

Parem de nos matar: A cada 25 horas um LGBT é assassinado no Brasil

De janeiro a maio de 2017, foram mortas 117 pessoas lésbicas, gays, bissexuais e transexuais, de acordo com dados levantados e apresentados nesta quarta-feira, 17, pelo Grupo Gay da Bahia (GGB).

O dia 17 de maio é marcado pela luta Internacional Contra a Homofobia, entretanto, não há nada a ser comemorado tanto em âmbito internacional, quanto nacional.

Embora o governo federal insista na falácia de que o Brasil é um destino gay-friendly, com o intuito de atrair turistas LGBTs para o país, a realidade é completamente diferente.

Para retratar esse triste cenário, em fevereiro o país se consternou com o assassinato brutal da travesti Dandara dos Santos, 42 anos, espancada, humilhada e morta por um grupo de homens no Ceará. Ainda no estado nordestino, pelo menos outras duas travestis foram brutalmente assassinadas: Hérica Izidorio, que faleceu em abril após passar dois meses em coma depois de ser jogada de cima de um viaduto; esta semana, a jovem Ketlin, 32 anos, esfaqueada até a morte. Na Bahia, o homem trans Tadeu Nascimento foi encontrado morto no bairro de São Cristovão, em Salvador, depois de ter sua residência invadida e saqueada.

É oportuno ressaltar que esses são apenas alguns casos que chegam ao conhecimento da mídia, principalmente, pelas redes sociais.

Para Genilson Coutinho, membro honorário do GGB, o principal motivo para essa onda crescente de violência e intolerância às pessoas LGBTs, está intrinsecamente ligada à impunidade e à falta de uma lei que criminalize a LGBTfobia.

"Não há uma lei que criminalize a homofobia no país, que faça com que as pessoas abram os olhos e desaprovem isso. A impunidade fortalece a violência diária. O criminoso mata hoje e com um habeas corpus é liberado. Isso institui a banalização, porque a cada 25 horas um homossexual é assassinado no Brasil, a cada dia uma família é dilacerada pela morte de filhos LGBT", diz Coutinho.

Ignorado pelo legislativo, executivo e judiciário, fica clara a escassez de políticas públicas para incluir esse nicho no convívio social, bem como assegurá-los de terem seus direitos básicos de ir e vir. Desse modo, a violência contra a comunidade LGBT no Brasil é institucionalizada.

Ainda segundo Coutinho, esse número não necessariamente representa o número absoluto de vítimas da LGBTfobia, uma vez que a inexistência de uma lei específica para esse tipo de crime impede o registro de casos de homofobia e transfobia: "Eles acabam sendo culpabilizados e responsabilizados pela violência que sofreram".

"Hoje é um dia em que queremos dar um grito para que a sociedade acorde e entenda que somos cidadãos e seres humanos, que têm direito à vida também, sem que nossos lares sejam dilacerados, como ocorreu recentemente com a família de Tadeu Nascimento, aqui em Salvador, há pouco mais de uma semana. Não adianta termos uma Secretaria de Direitos Humanos se não sairmos dos gabinetes e partirmos para a prática", observa.

FALTA DE REPRESENTATIVIDADE POLÍTICA

Embora tenha ocorrido avanços na pauta LGBT no Brasil nos últimos anos, como a garantia da união civil por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), todos os projetos de políticas públicas destinadas a essa comunidade esbarra no conservadorismo do Congresso Nacional.

Com uma forte bancada evangélica na Câmara e com representantes religiosos no Senado, os parlamentares não hesitam em prevaricar pautas progressistas, que envolvem a questões dos direitos das pessoas lésbicas, gays, bissexuais e transexuais.

A falta de representantes LGBT no Congresso ou de simpatizantes da causa complica ainda mais esse cenário nada favorável para a gente. Recentemente, após aprovação do casamento homoafetivo na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado, o senador evangélico acusado de corrupção, Magno Malta entrou com um recurso que impediu a ida do projeto para análise e debate na Cãmara.

Fica claro o cenário desfavorável para os LGBTs no Brasil que podem ver seus escassos direitos irem por água abaixo com uma possível eleição do retrógrado Jair Bolsonaro, à presidência da República em 2018.

Ainda, é tão cristalino quanto a água a importância de se eleger representantes LGBT para cargo público.

 

Editorial assinado por Tiago Minervino, editor de conteúdo de A Capa



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Comentários








Rui: Francisco Carlos, enquanto a expectativa de vida dos brasileiros que nascem hoje é de 71,6 anos (homens) e 78,8 anos (mulheres), para travestis a expectativa de vida é de apenas 35 anos! Menos da metade da média dos homens e mulheres heterossexuais. Você nunca parou para pensar o porquê disso? Infelizmente todos podem sofrer violência, mas a violência não é igual para todos.

HeDC: "Francisco Carlos" mas há o fato que há muitos assassinatos ESPECÍFICOS de ódio. POR QUESTÕES de INTOLERÃNCIA aos LGBTs. Assim como mulheres são agredidas (ou msmo mortas) em relacionamentos héteros não no "genérico passional" mas POR SEREM MULHERES.

Francisco Carlos : A cada MINUTO uma PESSOA morre no Brasil. São mais de 60.000 assassinatos por ano. 60.000!!!!!!!!!!! A violência atinge a todos sem distinção de orientação sexual. Vamos parar com esta mentalidade TACANHA de querer tipificar homicídio APENAS para a gente. O que tem que ser revisto é este CADUQUÍSSIMO Código Penal, BRANDO demais para assassinos, de quaisquer pessoas!

Raul: RUI, você disse tudo, Parabéns!!

Rui: Parabéns, Tiago Minervino, excelente texto! Impressionante como tem gays que, além de não eleger nenhum representante político LGBT, ainda são contra o único deputado assumidamente gay que luta sozinho contra hordas de políticos homofóbicos!

Olivier Ferreira: MDs mas o Brasil parece o país mais gay friendly q existe ..a cada dia q passa fico mais horrorizado

Max: E com o crescente número de falsos cristãos em todas as areas, sobretudo na política, a discriminação e violência contra os lgbt aumentou consideravelmente.

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