A Capa


Márcio Retamero: O autoconhecimento é libertador

Por Márcio Retamero* em 27/01/2011 às 15h53

Márcio Retamero: O autoconhecimento é libertador

Sérgio Viula (foto) é, como ele mesmo gosta de se definir, uma metamorfose ambulante. Ex-pastor batista, teólogo, professor, pai e gay não definem, de maneira alguma, o que ele é.

Hoje ele sabe que é bem mais que tudo isso e que nenhum rótulo lhe cabe, mas somente descobriu isso mergulhando para dentro dos quartos escuros que cada um de nós temos na alma. Esta fascinante viagem, o autoconhecimento, além de libertação existencial de muitas amarras impostas pelo adestramento social, produziu o livro “Em Busca de Mim Mesmo”, que Sérgio lançará na Igreja da Comunidade Metropolitana do Rio de Janeiro (Comunidade Betel), no próximo dia 20 de fevereiro às 17h30.

Confira abaixo a entrevista que ele concedeu, por e-mail, à coluna Religião do nosso site. Desejamos que, assim como ele, você também faça essa viagem existencial libertadora.

Quando e como surgiu a ideia de escrever "Em Busca de Mim Mesmo"?
Quando eu finalmente saí do armário, encerrei alguns conflitos e iniciei outros. Estava resolvido quanto a mim mesmo, mas incompreendido pelas pessoas da igreja e da família quanto à minha homossexualidade e a decisão de me emancipar. Também pensei muito no sofrimento de tantos homossexuais ainda não resolvidos, alguns dos quais eu conheci pessoalmente. Vi a crescente onda de fundamentalismo tentando atropelar os direitos civis que os homossexuais têm pleiteado por tanto tempo. Tudo isso me fez crer que colocar minha experiência e analisar alguns questionamentos de ordem existencial poderia ser uma forma de contribuir para o esclarecimento de muitas pessoas. Foram quase sete anos cozinhando as ideias que apresento no livro.

Na contracapa do livro você declara que a canção do Raul Seixas, "Metamorfose Ambulante" poderia ser o jingle da obra. Como aconteceu sua metamorfose?
Essa metamorfose custou muito tempo e sofrimento. Acredito que não seja prazeroso tudo o que a lagarta passa dentro do casulo até finalmente poder romper o invólucro que a aprisiona para finalmente abrir as asas e voar. No meu caso, o sofrimento emocional foi insuportável. Quando criança, eu tinha medo da reação da família, dos amigos, da igreja etc. Achava que no dia em que eles soubessem (com certeza) que eu era homoafetivo a casa iria cair sobre a minha cabeça. O tempo passou, eu saí do armário depois de ter casado com uma mulher, ter tido dois filhos e ter atuado como pastor, e descobri que tinha razão: a casa caiu. O sofrimento desse enfrentamento, porém, não se comparava ao do enrustimento. Além disso, não durou para sempre. Hoje mesmo, antes de dar essa entrevista, estava conversando sobre essa fase com meu parceiro, minha filha e o namorado dela, enquanto jantávamos num restaurante e trocávamos ideias sobre o livro. Ela lembra bem de muitos desses momentos e se emocionou bastante lendo alguns desses episódios.

Continua se metamorfoseando?
Sim. O melhor da vida é a mudança e não a permanência. Aliás, nada permanece do mesmo jeito na natureza de fato. Até as montanhas sofrem erosão e viram pó com o passar dos anos. Eu sou muito mais frágil que uma montanha, apesar da força com que enfrento os desafios da vida. Sofro mudanças todo dia - cada dia um pouco. Depois que saí do armário, muita coisa mudou para melhor na minha vida, não por ter me assumido simplesmente (isso foi só o começo), mas por viver de modo transparente, racional, afetuoso, ético. Perfeição não existe. É apenas uma ideia que geralmente se torna um ideal. Felizmente, para ser bom e feliz, o indivíduo não precisa ser perfeito. Se preciso fosse, ninguém seria bom ou feliz. Não sou perfeito, mas procuro viver eticamente, e essa ética tem tudo a ver com a liberdade e a felicidade. No livro, esse conceito é melhor explicado do que no espaço de que disponho aqui.

Seu livro é autobiográfico. De que maneira seu livro contribui para a causa LGBT?
"Em Busca de Mim Mesmo", como sugere o título, é uma biografia, mas não se esgota aí. Na verdade, os dados biográficos são o fio condutor que alinhava tudo o que discuto no livro.

A meu ver, o conteúdo que apresento pode contribuir de muitas maneiras. Primeiro penso que ele possa contribuir para encorajar os homossexuais que ainda se sentem acossados pelo preconceito dos outros e atormentados pelo preconceito que já foi internalizado por muitos deles mesmos. Depois, penso que o livro contribui para a causa LGBT principalmente no que diz respeito aos embates com os fundamentalistas homofóbicos. Alguns "calcanhares de Aquiles" dos fundamentalistas ficam bem expostos ao longo das discussões que eu apresento no livro. Quem procurar ler com atenção, destacando os pontos mais relevantes vai ter muito conteúdo para pensar e expandir. Quero que seja um ponto de partida mais do que um ponto de chegada.

No livro você fala sobre responsabilidade e ética no comportamento sexual LGBT. Fale-nos mais sobre isso.
Eu amo a liberdade. Penso que todos têm o direito de ser como são ou desejam ser, desde que isso não atinja os direitos básicos dos outros. Quando se fala em ética, muita gente logo pensa nesse ou naquele estereótipo. Não penso assim. Para mim, um dos maiores problemas dos LGBT é a indiferença. É de extrema importância para a manutenção e expansão das liberdades e dos direitos - muitas vezes sinônimos - que ajamos com ética e responsabilidade, e isso implica algum tipo de engajamento. A maioria dos LGBT nem sabe a que veio: só pensa na diversão. Precisamos ter responsabilidade e ética em tudo - desde a relação sexual com o(a) parceiro(a) até o trato com a coisa pública. Muitos homossexuais só agora estão se dando conta da importância do engajamento político, por exemplo, por causa dos fundamentalistas neuróticos que têm povoado as eleições e os horários de programação independente em certas emissoras de TV.

Entendi que você faz uma crítica positiva em relação às "Paradas do Orgulho". Na sua opinião, o modelo está ultrapassado? Quais alternativas temos?
Eu gosto das "Paradas do Orgulho LGBT". Gosto dessa visibilidade. A questão é: se estamos na vitrine, o que estamos mostrando? A festa é fantástica e deve continuar a existir! Festejar a liberdade e o amor também é comunicar. Agora, se paramos aí, não atingimos nosso objetivo principal: pleitear direitos, denunciar injustiças, exigir a punição adequada aos crimes de homofobia, etc. A Parada LGBT do Rio tem mantido esse caráter combativo. Não posso falar de todas, porque não estive nas outras cidades, exceto as mais próximas: Duque de Caxias, Niterói, Friburgo, por exemplo. Em todas elas, pude ver o lado político da parada bem vivo, mas a voz dos organizadores ainda fica restrita ao carro de abertura. É preciso ampliar isso. O discurso tem que ser veiculado por todos os carros de som simultaneamente. E o povo LGBT tem que prestigiar esse momento, ao invés de ficar apressado para dar pinta ao som dos DJs. Eu adoro brincar nas paradas, rir, tirar fotos, encontrar amigos, cortejar as drag queens. É um momento festivo, sim. Porém, também é um momento de protesto, de demanda, de informação. E todos precisamos estar muito cientes disso. A parada não é o único meio de expressão, mas é um meio valiosíssimo se bem utilizado. E a prova disso é o ressentimento amargurado dos fundamentalistas e homofóbicos de plantão contra as Paradas do Orgulho LGBT, assim como o crescente número de simpatizantes que prestigiam as paradas com a própria família.

O PLC 122/2006 acaba de ser engavetado e sabemos que o fundamentalismo religioso contribuiu muito para isso. Na sua opinião, a militância LGBT sabe fazer frente ao fundamentalismo religioso? Como combatê-lo?
Penso que ainda não. A militância se movimenta, mas algumas ações não parecem estar funcionando bem, porque os fundamentalistas continuam alcançando seus objetivos. Há que se dizer também que as ONGs LGBT não podem fazer muito sem o devido apoio. Fico impressionado com o fato de não se ter conseguido um milhão de assinaturas entre os próprios LGBT para pressionar o Congresso e o Senado a aprovar a lei. Na Parada de Copacabana (acho que de 2009) havia até carro de som com computadores em cima disponíveis para as pessoas aderirem à campanha, e mesmo assim não se atingiu esse número. Isso demonstra desarticulação e indiferença da parte dos próprios indivíduos LGBT. Os direitos civis dos LGBT têm alcançado mais êxito no Judiciário (que age tecnicamente) e no Executivo (por meio de decretos e medidas provisórias) do que no Legislativo (dominado pelo lobby evangélico e católico).

Estou muito convencido de que informação correta em linguagem acessível a todos é o melhor caminho para combater o fundamentalismo que tenta contaminar as massas. Enquanto as coisas ficarem na troca de "slogans", o esclarecimento genuíno não vai avançar. A mídia tem favorecido esse esclarecimento em alguns momentos. Na novela Ti-ti-ti, por exemplo, o fundamentalismo cedeu ao bom senso quando o casal formado por Julinho (André Arteche) e Osmar (Gustavo Leão) foi separado pela morte de Osmar. A mãe do falecido fez todo o discurso do fundamentalismo homofóbico nas cenas seguintes, mas acabou cedendo diante do amor genuíno de Julinho pelo filho dela. Esse tipo de texto colabora para o esclarecimento das massas, mas ainda tem muita gente elegendo candidatos financiados por essa ala neurótica, e eles acabam fazendo o jogo daqueles que os apoiaram e que provavelmente voltarão a apoiar se não forem contrariados.

No livro você também faz uma crítica às igrejas ditas inclusivas. Como você enxerga tais instituições?
Podem ser úteis quando servem de porto seguro para aqueles que ainda se acham solitários depois de uma experiência traumática de emancipação ou que estão em vias de se emanciparem. Por outro lado, podem ser contraproducentes para o próprio movimento LGBT quando são uma cópia das outras, com a única diferença de estarem voltadas para o público LGBT. Pessoas gays, lésbicas, bissexuais e os três Ts (travestis, transexuais e transgêneros) podem continuar amarradas a dogmas escravizadores se fizerem parte de grupos que mantém a mesma mentalidade das igrejas ditas tradicionais e pentecostais. Todavia, é possível que uma igreja transcenda tudo isso e seja uma alavanca para a verdadeira emancipação e amadurecimento pessoal. Isso, porém, demanda mais coragem e maturidade do que o ato de sair do armário.

Como teólogo e ateu, professor, pai, gay assumido, acredita que a exposição de sua vida contribui de alguma maneira à causa LGBT no Brasil? Como?
Acredito. Penso que quando as pessoas veem tantos paradoxos no mesmo indivíduo e notam que esse indivíduo conjuga equilíbrio e alegria na vida de uma forma saudável e construtiva, elas acabam notando que as "caixinhas" que a sociedade lhes deu para classificarem tudo o que encontram pela frente são pequenas demais para coisas tão grandes como o ser humano e a vida, e acabam se abrindo para as diferenças, inclusive a as próprias. Na realidade, nada há de mais comum do que a diferença.

Como nossos leitores podem adquirir seu livro?
Basta acessar meu blog www.glsgls.blogspot.com para obter mais informações.

Deixe uma mensagem para os leitores da coluna religião do site A Capa.
Não tenha medo de mudar. Não use o pretexto de que ser você mesmo vai fazer os outros sofrerem. As pessoas aprendem e o sofrimento delas passa. O seu, não. Viver frustrado a vida toda, por negar quem você realmente é, significa perder tudo o que você tem de mais precioso: tempo. E se lhe disseram que tempo é dinheiro, mentiram. Dinheiro você perde e ganha de novo. Tempo, se você perder, não ganha nunca mais. Seja você mesmo em seu mais nobre e belo estilo! Organize sua vida para viver de forma independente. Esteja perto de quem ama você por amor retribuído e não por dependência financeira ou emocional. Ser dono de si e amar a si mesmo é o primeiro passo para ser feliz. E só as pessoas felizes conseguem respeitar e amar o outro do modo intenso e genuíno.

* Márcio Retamero, 36 anos, é teólogo e historiador, mestre em História Moderna pela UFF/Niterói. É pastor da Comunidade Betel/ICM RJ e da Igreja Presbiteriana da Praia de Botafogo. É autor de "O Banquete dos Excluídos" e "Pode a Bíblia Incluir?", ambos publicados pela Editora Metanoia. E-mail: marcio.retamero@gmail.com.



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Comentários








Sergio Viula: Palestra e noite de autógrafos com Sergio Viula, entrevistado para a coluna "Religião" do Site A Capa. Será esse domingo, dia 20 de fevereiro, às 17:30. Local: Comunidade Betel (uma comunidade inclusiva liderada pelo Rev. Márcio Retamero responsável por esta coluna e meu entrevistador). Domingo, 20 de fevereiro 17:30 Praia de Botafogo, 430 / 2o. andar Rio de Janeiro - RJ Entrada Franca A palestra será feita com Data Show e haverá um bate-papo em seguida. Sejam bem-vindos os que estiverem aqui pela Cidade Maravilhosa! Abraço, Sergio Viula

Davy Rodrigues: Conheco o autor e sua trajetoria. Indico a todos e todas que queiram uma leitura saudavel,inteligente e abrangente! Viula voce e maravilhoso!!!

roberto: Léo, eu quis dizer:não defenda a homodiverdidade, sendo gagofóbico. Roberto Saldanha

roberto: Continuando Sérgio, nós sabemos que o armário não existe. Eu me atrevo a dizer que nunca me senti no armário e tenho a "alegria" em dizer: ninguém está protegido no armário. Ele, o armário, simplesmente não existe. É uma ficção boba que tem que acabar. Ou nos aceitamos e nos permitimos a sofrer nossas dores, ou ninguém nos respeitará, nem mesmos os nossos pares. E aí nos tornaremos ateus, não de um ser supremo, mas ateus de nós mesmos. Temos que caminhar pela verdade: se a nossa verdade é doída, que ela nos cause dor, porque somos donos dela e por ela continuaremos. Mas que não cause dor a mais ninguém, ou que a cause de uma vez: um dia, todos sofreremos, todos padeceremos e morremos. Ansioso pelo cara-a-cara que o Leo Rossetti sugeriu. Roberto Saldanha

roberto: Sérgio, eu tive o privilégio, por apenas uma vez, de compartilhar com você e meu companheiro Dal de uma mesa de jantar. Naquela ocasião tive a certeza de três coisas: você é receptível às críticas; você não quer ser exemplo de nada, e você "é ateu", você não se diz, você é. O meu comentário anterior não foi crítica a & ou contra você, mas crítica à entrevista. Para um grupo fechado, a entrevista pode ser muito clara, mas para a coletividade dá margem à banalização; para Juízes, talvez, até seja um dificultador às adoções, etc.; para os adolescentes, talvez, uma ilusão de que o armário existe e é uma proteção & opção que eles poderão ter, até de lá resolverem sair.

roberto: Continuando Léo :Finalmente, Léo, querido, quanto aos gaguejos, é um traço comum de muitos: no Brasil são 2 milhões de gagos, no Mundo 60 milhões. Não defenda a homofobia sendo gagofóbico. Respeite os gagos. Eles são cidadãos como nós. Promova o cara-a-cara. Será ótimo, inclusive por que já vi você gaguejar lendo uma passagem da Bíblia. Roberto Saldanha.

roberto: Léo Rossetti, chamar de levianos os comentários anteriormente feitos é um juízo de valor que você faz de acordo com sua compreensão da entrevista. Como você sabe, estamos num Estado Democrático de Direito em que a livre expressão é amparada. Mas, aqui, a livre expressão e qualificação abonadora ou não deve ser dirigida à entrevista. Quanto a ficar atrás da telinha é a única opção que o veículo nos permite. E que bom que, atrás da telinha, ainda podemos falar. O pior seria a impossibilidade, a certeza do silêncio.

roberto saldanha: Léo Rossetti, atribuir leviandade a comentários é um juízo que cada um faz a partir de sua recepção do conteúdo da entrevista em confronto as suas próprias "crenças", em sentido amplo. Estar do outro lado da telinha e criticar ou elogiar é a única opção dada pelo veículo utilizado e, inclusive, esperada. Triste seria não ter qualquer comentário. Além disso, estamos num Estado Democrático de Direito, no qual a liberdade de expressão é festejada. Não se utilize da telinha para desencorajar a expressão. Gaguejos acontecem e devem ser respeitados: no Brasil existem cerca de 2 milhões de gagos e, no mundo, cerca de 60 milhões. Não combata a homofobia incentivando a gagofobia. Aliás, já te vi gaguejar. Roberto

Lea: Tive o imenso prazer de ler o livro do Sérgio Viula e foi mais uma constataçao de que pessoa maravilhosa ele é e como me serve de inspiração pelas suas superações na vida. Sérgio Viula foi extremamente generoso em dividir conosco sua história que prova que é possível se libertar do fundamentalismo religioso tão pernicioso à diversidade humana. Sérgio Viula é um grande exemplo de tenacidade e espero que possa servir de exemplo para muitos jovens que ainda se encontram sobre as botas do preconceito religioso. PARA A LIBERDADE CRISTO NOS LIBERTOU, apesar de se dizer ateu, Sérgio Viula é um dos maiores exemplos de cristianismo que conheço.

Washington: Um pastor gay evangélico admirando um ateu gay ex-ex-gay? A quem esse povo quer enganar?

Léo Rossetti: Sérgio, parabéns pela entrevista, meu querido. Sabe o quanto sou seu fã e te admiro pela história de vida, que deveria ser exemplo para muitos dos LGBTs. Não um exemplo pra ser copiado, porque cada um vive como quer e do jeito que bem entende, mas uma referência para a consciência de que é possível ser feliz. Quantos aos demais comentários, sinceramente acho que deveriam ser feitos num debate ao vivo, cara-a-cara. É tão fácil ser leviano do outro lado da telinha do computador... aposto que, se muito, teceriam meia dúzia de palavras entremeadas de gaguejos e retificações. Sua história fala por si! Parabéns... (pense na ideia do debate e jogue aqui... quem quiser opinar de verdade, que vá...)

roberto: Márcio,meu querido Pastor,acredito que matérias como estas em nada engradecem o caminho de Betel e dos LGBT, o foco de Betel não deve ser este. È a fina linha de que falava a Denise. Sérgio, querido, não li o seu livro,mas fiquei triste com suas respostas às críticas. Como dizia alguém: quem está na chuva é para se molhar e não use chapéu roto. A entrevista não diz nada, não acrescenta nada para os LGBT ou para Betel. Só deixa espaço para mais controvérsia e incompreensão-veja a qualidade das críticas. Para os críticos de plantão, só posso dizer: um dia, todos sofreremos, todos padeceremos e morremos. Antes, vamos falar das alegrias e das dores de sermos quem somos - LGBT ou não -. Apenas seres que um dia morrerão, com mais ou menos dor. É isto que importa: a finitude do bem estar e da vida. Quando todos se conscientizarem disto, o desamor desaparecerá. É isto que precisamos difundir.

Gato Trip: Só esqueci de uma coisinha, pode ser ignorância minha somente e ai peço desculpas, mas, o que ele quis dizer em ter ética na sexualidade? Até onde sei, ética é parte da filosofia que se preocupa com o estudo dos princíos que motivam, distorcem, orientam o comportamento humano refletido especialmente pela essência das normas, valores, prescrições e exortações presentes em qualquer realidade social. Então comecei a me perguntar o que será que ele quis dizer? Vejo que ética está faltando mais com a política nossa atual, com a VIDA PÚBLICA dos nossos governantes, e com o serviço público, ou seja com aquilo que é público ou com aquele que está para servir o povo. Não sei como usar a ética, sei sim ser honesto e responsável com aquilo que é meu, que é pessoal e intímo de cada um, que é a sexualidade. Alguém poderia me esclarecer como é ser ético com sua sexualidade? Será que quem é ético é só quem faz papai/mamãe ou imaginam viver como tais? Será que só assim seremos aceitos?

Gato Trip: Realmente sobre o livro em questão, também não posso criticar, pois, não li e ne irei ler, pois, já sou muito bem resolvido e não preciso de auto-ajuda. Se aceitar gay é muito complicado e irá continuar sendo por diversos fatores. Agora ao fato de não sermos aceitos pela sociedade e sofrermos tanta discriminação e até violência posso dar a minha opinião, jamais a sociedade irá nos aceitar, isso por nossa própria culpa. Alguns gays acham que podem ter uma vida igual aos héteros e assim querem viver, com papai, mamãe e filhinhos numa casinha com varanda e jardim, só que não nascemos pra isso. E muitos que assim já vivem, levam uma vida dupla, enquanto deixam a "família" em casa, vão aos banheirões se satisfazerem sexualmente. Sinceramente eu prefiro viver honestamente comigo mesmo. O que precisamos é parar de ser hipócritas, ficar cobrando o que não precisamos e viver mais aquilo que somos, ou melhor da maneira que nascemos, pois, jamais optei e nem fui orientado em minha sexualidade.

pericles: As explanações do Sérgio me convenceram fortemente a ler o seu livro. Demonstram a necessária reflexão que devemos realizar sobre o lugar que ocupamos no mundo (em sentido real e figurativo) e os sentimentos que temos acerca de nós mesmos. E o faz pelo filtro das vivências pessoais, o que retira de suas colocações as generalidades próprias dos textos de auto-ajuda. Parabéns ao autor por estimular essas noções críticas que todos devemos desenvolver, independente até de nossas orientações sexuais.

ADRIANO: EU VISITO O BLOG DO SÉRGIO VIULA A ALGUM TEMPO, SEMPRE MILITOU EM FAVOR DA CAUSA GAY, TRATA COM ATENÇÃO TODOS QUE COMENTAM LÁ, NUNCA FOI ARROGANTE (POR QUE O QUE TEM DE GAY ARROGANTE ACHANDO QUE ISSO É SENSO DE HUMOR...). JÁ COMENTEI LÁ E SEMPRE FUI RESPEITADO. ELE TEM UMA HISTÓRIA DE VIDA QUE ANULA, DESCONSTRÓI E EXPÕE AO RIDÍCULO ESSE PRECONCEITO VIOLENTO QUE OS EVANGÉLICOS USAM PARA NOS CAÇAR.-----PARABÉNS SÉRGIO VIULA E BOA SORTE!!-----

ADRIANO: SÉRGIO VIULA NÃO LIGUE PARA ESSES COMENTÁRIOS LEVIANOS. MUITO DOS QUE COMENTAM AQUI CRITICAM TUDO E TODOS, FAZEM PARTE DAQUELA ALA DOS QUE FALAM MAL DOS OUTROS CONSTANTEMENTE E DE FORMA GENERALIZADA. ELES ACREDITAM QUE ISSO OS FAZEM PARECER MAIS INTELIGENTES, DESCOLADOS,CULTOS. TUDO PARA SUSTENTAR AQUELA ATITUDE BLASÉ. ALGUNS SÃO SÁBIOS MAS ARROGANTES, E MUITOS DESSES GAYS USAM DE HOMOFOBIA (PASMEM!) PARA HUMILHAR O SEU IGUAL.

Renard: Vou me eximir de fazer outro comentário primeiro porque meu nome não é "Renato", segundo porque não li o livro então não poderia criticá-lo (o que critiquei foi outra coisa que me foi passada pela entrevista), terceiro é a total imaturidade do autor que não aceita qualquer tipo de comentário que não seja a favor de seu livro, quarto é o fato -hilário, diga-se de passagem- de muita gente no Brasil se achar extremamente importante no trabalho, no meio que frequenta, em nível nacional quando não o é, e em quinto, para finalizar, tenho mais o que fazer a ficar rebatendo comentários de gente melindrosa e instável que claramente precisa fazer análise por um tempo.

Luciano: Ele é meu amigo e tem uma história de vida muito interessante e digna de ser contada em um livro.

DITA PARLO: Agora, só falta descrever que meus comentários são homofóbicos. Me poupem, queridos. Não viemos ao mundo a passeio. Meu comentário não irá mudar o pensamento dessa ou daquela pessoa. Sou muito sincera e autêntica, o que causa incômodo. Nesse caso, só posso "postar" uma coisa: QUEM NÃO DEVE, NÃO TEME. E quem ainda estiver incomodado, é melhor aprender a viver e conviver com as diferenças alheias.

Sergio Viula: Parabéns, Fabinho! Vc acertou em cheio.

Fabinho: Acho deprimente a atitude desses indivíduos homossexuais que lutam contra sua própria gente! Enquanto vocês brincam de zombar, pessoas da comunidade lgbt estão morrendo em países Árabes e sofrendo abusos sexuais como no caso dos estupros correctivos na África do Sul Nossa hora pode chegar! Basta que a bancada de fundamentalistas religiosos cresça desordenadamente! E isso não demora a acontecer! Quero ver se vocês continuaram com esse bom humor entre bananas e abacaxis!

Sergio Viula: Renato, Dita Parlo e Pedro, de onde é que vocês tiraram essas ideias? Não tenho interesse em cargo político, mas valorizo os que trabalham seriamente nessa área. Meu livro não é uma mera biografia. Se fosse apenas um livro de fofoca, não me prestaria ao trabalho (imenso!!!) de escrever, editar, publicar e distribuir sem lucro real nessa edição (só para pagar o investimento). Aliás, só quem já fez isso vai entender do que estou falando. As TRAVESTIS, TRANSEXUAIS E TRANSGÊNEROS merecem todo o respeito e não entendi de onde o Pedro tirou a ideia de que elas e traficantes estão no mesmo "quadrado"... O único que até o momento falou com total acerto foi o Cosme, porque leu o livro e sabe (por ter lido) do que está falando. Fala com conhecimento de causa. Poderia ter até criticado que seria levado a sério. Afinal, ele leu.

Sergio Viula: Agora, esses outros comentários estão muito abaixo da linha de pobreza (intelectualmente falando). Nem costumo responder aos comentários que são feitos nas entrevistas que dou por aí (e já foram várias!), mas o nível dos comentários aqui está tão ruim que não aguentei. Será que a galera pensante que visita A Capa vai se habilitar a enriquecer esse debate? Por Vênus, a deusa da beleza, e Eros,o deus do amor!!! A coisa está feia... hehehe Quanto às frutas que a coleeega disse que enviaria, posso dizer somente que ADORO COMER FRUTA... e como gostoso. ;)

Sergio Viula: Parabéns ao site A Capa e ao Márcio Retamero pelo engajamento nessa luta que muita gente (como pelos próprios comentários se vê) não entende mesmo! De qualquer modo, essa será minha última intervenção nos comentários. Vou apenas ler o que vier, mas não pretendo ficar acrescentando mais. A entrevista está aí e meu blog também. Fiquem à vontade. ;) Abraço, Sergio Viula

Linda Emanuély: Sem dúvida ter identidade nos salva dos que vivem querendo nos converter não sei a que e depois não sabem o que fazer com os convertidos. LINDA EMANUÉLY - SEMPRE LINDA EMANUÉLY!

gatotrip@hotmail.com: Mais uma mona que vai usar a sexualidade pra entrar na política. E vou fazer igual a DITA PARLO vou mandar também uma cesta de frutas, contendo abacaxi, uvas, pêras, laranjas, melancias.

DITA PARLO: Vou dar de presente (ao autor desta biografia) uma linda cesta de frutas, contendo abacaxi, uvas, pêra, laranja, melancia, melão, banana.

cosme: Gente o livro é ótimo,não dá pra defini-lo, mas ajuda muito com os traumas,resquícios religiosos que ainda teimam em nos aterrorizar.Boa leitura!

Renard: Tem tanta gente escrevendo livros autobiográficos, de Geisy Arruda a Vera Fischer passando por Bruna Surfistinha e Luísa Brunet, que acho que vou escrever um meu!. Pelo menos iria ser mais interessante do que muito lixo que está aí à venda. Iria ser um sucesso: as viagens, o sexo, o nunca ter estado no armário, o paraíso e o inferno por ser um "TCK", a dificuldade de encontrar homens REALMENTE versáteis no sexo, as "amizades" gays, as amizades heteros, a vida em família etc...Afinal são uns trinta anos de vida gay...rs...

pedro ctba: Concordo que a PARADA GAY VIROU INSTITUIÇAO DE ESTERÓTIPOS ... ONDE TODAS AS DRAG QUEEN E TRAVECAS DE PLANTAO SAO CORTEZADAS E SE PRESTAM A USAR SUAS IMAGENS PARA HETEROS MOSTRAREM AS ABERRACOES AOS AMIGOS.... CONCORDO AINDA MAIS QUE TEMOS QUE FAZER MANIFESTAÇAO GAY, CONTRA A VIOLENCIA, PEDINDO O RECONHECIMENTO DA CIDADANIA.... AFINAL, SE NAO FOR ASSIM, VAMOS CONTINUAR EXPORTANDO TRAVESTIS TRAFICANTES... CONHECIDOS EM TODO O MUNDO... SÓ ESQUECERAM QUE ELES VAO TRAFICAR, PORQUE AQUI ELES NAO SAO CIDADAOS .... COMO QUER AS IGREJAS CATOLICA, EVANGÉLICA E TANTOS OUTROS FASCISTAS :-(

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