A Capa


Em... "Não sou uma bicha fashion"

Blog da Última Romântica em 21/05/2009


Depois de muito tempo escondido dentro de casa, [Tentei de tudo para uma morte sem vestígios, mas não tive coragem de completar o serviço] eu resolvi voltar a viver e colocar os pés na rua. Eu ia sair de balada, ia para a Bubu, ia conhecer o amor da minha vida e enfim, ia ser feliz para sempre.  [Léo, me impeça!]

Antes, decidi abrir meu e-mail.  Tinha uma mensagem do namorado do Léo na caixa de entrada. Eram xingamentos para todos os lados. "Eu achei uma foto sua sem roupa no computador do meu namorado". Depois de chorar mais um pouco, eu resolvi me arrumar.

AÇÃO: De frente para o armário sem enxergar uma roupa decente.
- Mãezinha, eu preciso de um tênis novo.

REAÇÃO: Da cozinha mesmo.
- Trabalhe e compre. Você não foi até Pernambuco sozinho sem precisar da minha ajuda?

FATO: Os pais são mestres na arte do drama.

Passei horas no banho. [Naquela época eu ainda usava um tenebroso cabelo enroladinho cobrindo a testa e óculos. Já dizia minha amiga Laura... "Você parecia o Renato Russo"]. Coloquei uma calça jeans azul claro. [Ela era tão larga que tive de ficar puxando a noite toda] e uma camiseta com as cores do Brasil. [Brega total]

Se minha mãe estiver lendo isso, provavelmente dirá:
- Filho, você era tão lindo. Você usava roupas de homem e não tinha esse cabelo de emo. Meu pai... vai murmurar coisas do tipo: "Que nojo" ou "meu Deus me ajude". [Alguém me diz por que eu saí de casa?]

Fiquei apaixonado por um menino que dançava, tentei pegar nele. Mas, ele começou a gritar. A única coisa que eu consegui naquela noite foi escorregar na escada. [Como pode existir uma escada em um lugar onde as pessoas andam bêbadas e fora de si?]

Acordei com um copo de água no rosto. Um menino segurava a minha mão e o outro ria sem parar. [Qual era a graça dessa vez?] Me Lembrei do Jhonny, é claro.

Cheguei em casa e me olhei no espelho. [Eu não era uma bicha fashion] A partir daquele dia eu começaria a mudar.


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O drama do pós-viagem

Blog da Última Romântica em 04/05/2009


ALUCINAÇÃO: Uma vez um professor [Eu faço faculdade de letras, lembra?] me disse que você descobre se é feio num ônibus.

A teoria é simples: Uma pessoa entra, olha para os lados e senta próximo de quem julga ser mais bonito, ou mais bem vestido. Naquele dia, (Após deixar o Léo para sempre em Pernambuco) eu quis testar minha aparência.

Entrei na lotação sentido São Matheus, (zona Leste de São Paulo e reduto das *Jhonnys) carregando uma mochila enorme de lã e chorando sem parar. [Sim, agora eu posso contar, quem se importa com o lugar onde eu moro?]

FLASHBACK: Assim que cheguei em Pernambuco, o Léo me disse:
-Onde você vai com esta mala? [Por que eu levei aquele trambolho pra um lugar onde as pessoas não usam roupas?]

Mãezinha, eu sei que devia ter te ligado pra que fosse me buscar, mas eu não merecia. [Eu tinha te deixado, lembra?]

ALUCINAÇÃO: Sentei num banco próximo da porta e fiquei esperando as pessoas entrarem. Vocês acreditam que a lotação ficou cheia, depois mais cheia e... o banco ao meu lado continuou vazio? [Léo, você conseguiu. Eu estava me sentindo a bicha mais feia da terra].

FLASHBACK: Quando desfiz a mala em Pernambuco, peguei uma cueca vermelha que tinha comprado para uma ocasião mais íntima e coloquei.

- Olha, Léo.

- Olhar o que? Veste a roupa que minha mãe está em casa.

ALUCINAÇÃO: No caminho todo do aeroporto até o lugar onde moro, entre um soluço e outro, eu fiquei com a impressão de que as pessoas queriam que eu morresse. [Vocês vão ter o que querem em breve]

- Poc-poc!
-Pobre
-Amigo do Jhonny. [Será que nem isso eu consigo esquecer?]

AÇÃO: Assim que coloquei os pés em casa.
-Mãezinha, não me olhe com essa cara de pena. Eu estou feliz. Sou gay.

REAÇÃO: - Plaft! (Uma porta bateu com violência ao fundo)

Eu chorei por dois meses sem sair de casa.

*Jhonny: Bicha poc-poc e pobre


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Era mais um dia de inverno em São Paulo e eu tinha acabado de pedir demissão. [Não devia ter jogado fora o emprego dos meus sonhos]. A verdade é que eu havia trabalhado como um camelo [Existe camela?] para arrecadar 900 reais.

Mãezinha, não faz essa cara, eu ia realizar outro sonho. Eu ia pra Pernambuco. Ia conhecer o Léo.

FLASHBACK: Não havia passado nem duas semanas daquela infeliz declaração:
-Mãezinha, eu sou gay e estou apaixonado por um menino.

Aliás, apesar do choque, foram meus pais quem me levaram até o aeroporto. E... não deveria contar, mas como esse é um dos motivos para eu me matar aos poucos, devo informá-los que o abraço da minha mãe foi o único que recebi em 7 dias de viagem. [Por que isso tinha que ter acontecido comigo?]

-Léo, posso te dar um abraço?

-Por acaso eu sou sua mãe?

FATO: Apesar dos atritos, são os pais quem sempre nos acolhem depois de um pé na bunda.

-Léo, me dá um beijo?

-Não insiste, eu tenho namorado. [Ah, é? Por que não me disse antes? Por que me fez vir até aqui?]

Voltei pra casa mais virgem do que nunca e agora não tinha mais o Léo.


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Vivo com as gays mais pops de São Paulo [Apesar de saber que eles me odeiam], já tentei me matar algumas vezes e me considero a última bicha romântica do mundo

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