A Capa


Minhas frases de autoajuda

Blog da Última Romântica em 06/07/2009


Toda vez que acontecia algo ruim em minha vida, eu me trancava num quarto e passava horas chorando sem parar. Era nessas horas que eu fazia as piores burradas. [Sim, não faça essa cara, mãe] Eu continuava entrando em bate papos por telefone e na internet na ingênua tentativa de encontrar o amor da minha vida. Sobrava, é claro, para o primeiro azarado que aparecesse no meu caminho.

ALUCINAÇÃO: Eu estava a caminho de casa no metrô quando apareceu o menino mais lindo do mundo, ele tinha, e dessa vez não era meu primo, um irresistível estilo skatista. Disse que me amava, me abraçou, fomos pro motel transamos e vivemos felizes para sempre. [Isso é impossível não é?]

Eu continuava em meu quarto e comecei a perceber que quanto mais você reclama da vida, mais as pessoas te odeiam.

- Ai, pára de drama. [Ta, eu confesso que era chato, mas o que a gente faz quando está triste?]

Se minha mãe estiver lendo isso, provavelmente dirá:

- Filho, você não tem amigos, seus únicos amigos são Deus e sua família.

Meu pai vai resmungar alguma coisa imperceptível e bater alguma porta. [Por que ninguém me escuta? Por que ninguém me deixa chorar em paz?]

Sentei de frente para o computador e digitei no Google a palavra autoajuda.

FATO: 90% das bichas do meu MSN se expressam através de frases de autoajuda.

Eu também criei meu estilo. E assim vieram minhas marcas registradas. Nem sei se eu acredito nisso. Mas, não custa nada se esforçar... "Quando você encontrar a pessoa certa não existirá cedo ou tarde".

Descobri uma frase que se encaixava perfeitamente na minha história. "Quando a tristeza vier ao seu encontro, deixe sair dos olhos uma lágrima, da boca um sorriso e do coração uma prece, pois não são covardes os que choram por amor, mas sim aqueles que não amam com medo de chorar".

Agora eu tinha um estilo próprio. Eu fazia parte da geração romântica. Era o primeiro passo, para o sonho de mudar o mundo.


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O herói da Parada Gay

Blog da Última Romântica em 10/06/2009


Aposto que todo mundo já ouviu histórias como esta que vou contar. Conheci o Cleyton no GAY NO FONE. Ele tinha 16 anos e uma vida cheia de acontecimentos incríveis. Já tinha transado com dois caras ao mesmo tempo, já tinha namorado mulher, já tinha até traído o namorado. [Como ele conseguiu fazer tudo isso?]

ALUCINAÇÃO: Sentado na cama, eu comecei a pensar em momentos marcantes da minha vida, mas só me lembrei de um. Eu tinha quatro anos, quando joguei fora um saco de chupetas para ganhar uma bicicleta do Papai Noel.

- Filho, você não é gay, gays adoram chupeta, diria meu pai. [Paizinho você é um cara de muita fé]

O Clayton me contou que tinha beijado 21 meninos na última edição da Parada Gay. [Era pra acreditar? Clayton era sem dúvida o meu herói] Decidi que iria à festa dos gays.

FATO: Muitas pessoas vão à Parada sem se preocupar com o real motivo de sua realização. Depois de beber, ficam tão fáceis que beijam todas as pessoas que passam na rua.

Mãezinha, lá não vão só gays e nem todos são vagabundos.

Cheguei à Avenida Paulista por volta das 10h da manhã. [Você tem noção do que acordar ás 8h num domingo?] No metrô não era possível andar. Mais tarde, depois de algumas horas no Sol, eu não agüentava mais ficar em pé. Minha única alegria foi gritar para os gogo boys. [Eu queria ficar em cima do trio também, como aquele povo consegue?]

Sete horas depois, lá estava eu na lotação de volta pra casa. E acreditem, eu continuava quase BBV (Boca e Bunda Virgem). [Clayton, você existe? Como as pessoas conseguem beijar tanta gente?]

Eu só consegui levar um encoxada de uma travesti.


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O verdadeiro amor é impossível

Blog da Última Romântica em 05/06/2009


Eu já estava cansado. Bastava eu comentar com alguém sobre o fato de eu nunca ter namorado que as pessoas diziam para eu parar de sonhar com o príncipe encantado e conto de fadas. Minha amiga Laura era a primeira a me dar esse tipo de conselho (Ela namora há três anos com a mesma menina). [Eu não quero um príncipe encantado, só um cara que me entenda]

Se minha mãe estiver lendo isso, provavelmente dirá:

-Bobagem. É só ir à igreja que você vai achar um monte de mocinhas dispostas a te amar. Vou te contar como foi que conheci seu pai... [Mãe, dá pra parar?]

A essa altura eu já estava com um novo visual e decidido a conquistar alguém numa balada. Dessa vez eu ia para a Tunnel. [Lá é meio apertado, me dá falta de ar, mas sempre fico com alguém]

DETALHES DA ROUPA: Boné preto, camiseta preta, calça xadrez verde e all star branco.

Naquela noite, 29 de fevereiro, havia algo de sobrenatural no ar. Depois de dançar um pouco, me joguei no primeiro cara que apareceu, o nome dele era Luka, ele não era tão bonito, mas eu resolvi que ficaria com ele pelo resto da noite. Para minha sorte ele também quis. [Uma vez um menino me disse que ia ao banheiro e eu estou esperando ele voltar até hoje].

Meu relacionamento com o Luka durou 3 encontros. Foi tudo muito rápido.  Saímos da Tunnel às 7 horas da manhã, ficamos abraçados no metrô e trocamos telefones.

SEGUNDO ENCONTRO: Fomos ao Ibirapuera e eu conheci duas amigas dele, neste dia, umas meninas nos deram um algodão doce depois de afirmarem que éramos o casal mais fofo que já tinham visto.

ÚLTIMO ENCONTRO: Fomos ao cinema, trocamos cartas de amor, na dele estava escrito: "Não olhe para ninguém, pense só em mim". No final uma pergunta: "Quer namorar comigo?". Eu nem tive tempo de responder.

Na semana que se seguiu, ele sumiu. Inventou uma série de desculpas e desapareceu. Liguei umas duas vezes para ele, sem sucesso. [Até hoje eu nunca consegui segurar um cara por mais de duas semanas]

FATO: O amor romântico e idealista, das décadas 60 e 70, ficou para trás. A partir das décadas de 80 e 90 ele foi se tornando um amor de consumo. Já escreveu Arnaldo Jabour: "Hoje temos controle do amor, sabemos por que amamos e temos medo de nos perder nesse sentimento". [Essa foi a única explicação que encontrei para o sumiço]

Com mais uma desilusão, agora eu sabia... O verdadeiro amor é impossível.


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Última Romântica

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Vivo com as gays mais pops de São Paulo [Apesar de saber que eles me odeiam], já tentei me matar algumas vezes e me considero a última bicha romântica do mundo

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